extraído
de http://www.supergospel.com.brPriscila Lisboa
Ela tem sido apontada como uma das maiores revelações da música gospel brasileira, com um coração de adoradora, uma personalidade marcante e de voz inconfundível. Priscila Lisboa, casada com Roberto Lisboa e mãe de Mariana e Felipe, é a mais nova contratada da gravadora Gospel Records. Sempre engajada em ações sociais, Priscila hoje representa a “Ação Criança” dentro do segmento gospel, projeto reconhecido como a mais importante campanha beneficente do País. Com uma agenda lotada, entre um compromisso e outro Priscila respondeu para o Supergospel:
Para conhecer um pouco mais sobre a Priscila Lisboa, qual o estilo de som que faz para louvar a Deus?
Eu gosto de louvor e adoração, gosto de música que emociona. A música de adoração faz a pessoa voltar seu pensamento a Cristo, e nesse momento o Espírito Santo age e faz com que pessoas sejam salvas. Eu respeito outros estilos, mas a música de igreja não pode ser esquecida. Não tenho nenhum preconceito, aliás, quem somos nós para julgar o que Deus aceita ou não?
Fale-nos um pouco sobre seu ministério e sua voz. Você é um testemunho vivo de que Deus opera milagres, não é?
Sou sim. No início do meu trabalho eu queria apenas fazer um agradecimento a Deus pela minha voz. Eu nasci com uma deformidade genética nas cordas vocais, e para os médicos eu tinha que ser muda. Então, descobrindo isso, eu vi como Deus era bom. Então pensei em cantar para ele, fazer a doação da minha vida, da minha voz para ele. Para testemunhar o que ele fez por mim.
Um tempo atrás uma notícia foi veiculada no Supergospel sobre você, e alguns usuários a criticaram fortemente e a difamaram. Como foi para você ler tudo aquilo? Como é para um ministro ler críticas (muitas vezes injustas) sobre o seu ministério?
Eu costumo pensar que quando vem uma coisa muito boa na nossa vida, logo depois acontece algo ruim. E desde que eu comecei o meu ministério tenho sentido isso muito forte na minha vida. O dia em que eu li essa reportagem no site foi o dia em que eu assinei o contrato com a Gravadora Gospel Records. Inclusive foram eles que me avisaram do que tinha sido publicado sobre mim. Um site que eu não conhecia, nunca tinha ouvido falar.
Não foi fácil, não pela crítica, porque eu não me julgo a melhor cantora do mundo. Sou uma adoradora, o que é muito diferente de ser uma artista ou uma estrela. Mas eu fiquei muito triste, quando percebi que eram pessoas cristãs fazendo trabalho do Diabo. Lembrei-me de que o trabalho de satanás é justamente esse: matar, roubar e destruir, e ali existiam pessoas querendo destruir o meu ministério, e quase conseguiram.
Você acabou de ser contratada pela gravadora Gospel Records. Quais são suas expectativas, e o que deve mudar agora com uma gravadora dando um suporte ao ministério?
Eu fui independente por um ano, e foi ótimo pude andar com as minhas próprias pernas. Pude falar o pensava, eu cantei o que eu quis, eu trabalhei com uma equipe formada por pessoas amigas, tive o apoio de toda a imprensa, nunca tive críticas em relação a minha pessoa durante esse tempo. Então, agora, com a gravadora, acredito que as coisas possam mudar... como tudo na vida, tem o lado bom e o lado ruim, mas só tempo vai mostrar.
O meu trabalho continuará o mesmo, o meu trabalho ministerial é independente da gravadora. A gravadora vai duplicar meus CDs, divulgar o meu trabalho, e eu vou apoiá-la.
Como, quando e onde começou a sua história na música?
A preparação para esse ministério começou em 1989 na Universidade Livre de Música, hoje atual Escola Tom Jobim. Depois, fiz parte do Grupo Coral Jovem do IASP, participei do Unificassom em Lorena, interior de São Paulo, e fui vocalista do Grupo Som e Louvor.
Qual a sua ligação com o programa federal Fome Zero?
Hoje, nenhuma. Na época eu doei toda a renda do CD “Muito Além” para o Fome Zero. Todo lucro era doado através de alimentos para centros de apoio de crianças carentes e para mutirões de Natal. E a partir de agora estou liberada do Fome Zero. Atualmente sou representante no segmento gospel da “Ação Criança”, que é uma das mais importantes campanhas beneficentes do País.
Quem são os músicos que acompanham vocês nos shows e o que cada um toca? Todos da sua banda congregam na mesma igreja? Em qual igreja você congrega?
Estou no momento procurando um grupo de músicos que tenham a mesma filosofia de trabalho. Não basta tocar bem, tem que haver uma sintonia para que possamos trabalhar no mesmo sentido. Eu congrego na Igreja Adventista.
Quem é que cria as músicas da Priscila Lisboa e como isso é feito?
Bom, até agora, como esse trabalho foi uma oferta a Deus, fiz uma seleção musical em que peguei músicas internacionais com estilos que me agradavam. Algumas versões foram feitas por mim, outras não, há duas músicas que são de repertório brasileiro de pessoas que me mandaram canções.
Que tipo de música, quais cantores e quais bandas você mais gosta de ouvir?
Posso citar alguns: Michael Smith, Darlene Zscech e algumas músicas de Kirk Franklin.
Quem pra você é hoje, no Brasil, exemplo e referência no que se refere a louvor e adoração? E falando de música solo, quem é referência pra você?
Não se pode falar de Louvor e Adoração na música gospel brasileira sem falar do Diante do Trono e Ana Paula Valadão. A Ana é um fenômeno na música gospel. Eu respeito muito a pessoa da Ana, pois ela não gosta que as pessoas a idolatrem, ela tem um foco de trabalho. Então é um exemplo. Cantora solo tem vários nomes: Aline Barros, Soraya Moraes e Jeane Mascarenhas.
Como foi para você cantar no SOS da Vida, um dos maiores eventos da música gospel do Brasil?
Na verdade senti aquele friozinho na barriga. Mas foi importante ver milhares de jovens reunidos com o intuito de adorar a Deus. Eles podiam estar fazendo outras coisas, mas estavam ali louvando ao Senhor.
Para quem ainda não teve oportunidade de ouvir o seu CD (Muito Além), fale-nos um pouco sobre ele. De qual música que você mais gosta?
O CD foi gravado ao vivo em 2003, no Teatro São Pedro, em São Paulo. Eu gosto de todas as músicas. Mas a minha predileta é a “Beba da Fonte”. Essa música chama as pessoas para Cristo, e eu percebo mudança nas pessoas durante a música. Elas entram em adoração, e vejo que estão recebendo a minha mensagem.
Como foi para você receber a notícia de sua indicação ao Troféu Talento 2004 como o Melhor CD Independente do Ano e como a Revelação Feminina do Ano, levando em consideração o pouco tempo de trabalho desse CD?
Eu tinha três meses de trabalho quando fiquei sabendo da indicação do Troféu Talento. Foi um presente de Deus e uma confirmação para eu não parar.
Deixe um recado para todos os usuários do Supergospel.
O recado que eu deixo para todos é que as pessoas possam valorizar mais o sacrifício de Cristo na cruz. Porque aqui é só uma passagem, nós não somos ninguém. Cristo esteve aqui na Terra, viveu com as pessoas, não teve preconceito com ninguém. Não existe nenhum relato na Bíblia que mostre Cristo colocando o dedo na cara de alguém e muito menos acusando alguém. Então, que possamos ter o amor de Cristo pelas pessoas, por todas as pessoas, vamos levar amor, e não inimizade. Precisamos tentar viver como Cristo viveu aqui na Terra. Isso é ser um verdadeiro cristão! Nós, como seres humanos, nunca vamos conseguir, mas Jesus disse: ”A minha graça te basta”.
Obrigado a Priscila Lisboa por ter participado da entrevista, e a Luciana Mazzarelli e Gleisson C. Maia por ter ajudado na criação e vinculação da mesma.
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