Autores de várias composições de sucesso nacional,
como:
Rayssa & Ravel
“Eh.. Eh.. Saudade/ Saudade de um lugar
bonito onde eu vou viver/ Eh... Eh... vontade/ Vontade de virar um anjo e
desaparecer”
Cassiane
“Não pense que a vida acabou/ Só lembre que
você é vencedor/ Você não é ungido pra perder/ Com Cristo é vencer ou
vencer”
“Por amar você/ Ele manda um anjo forte pra te defender/ Faz
brotar água da rocha pra você beber/ É assim... Esse Deus.../ Não deixa
desamparado quem é servo Seu”
Mara Lima
“É na unção divina/ Que você
passa por cima do inimigo e vai/ E aonde você chega a diferença faz/ Você
canta você fala e Deus faz o milagre”
Cristina Mel
“Olha... Sempre
te amei demais...”
“E por você Deus estremece terra quebra as cadeias
pra te libertar/ Onde estiver Ele manda um anjo até o cativeiro para te
buscar”
Elaine de Jesus
“Quem chora pra Deus tem resposta/ Porque
Deus não suporta/ Ver a lágrima de um crente e não agir”
“É como pérola
escondida no mar/ A sua vida é um tesouro que só Deus sabe
cuidar”
Lauriete
“A unção é uma só/ Seja em qualquer lugar/ Se o
crente está ungido Deus com este crente está”
Senador Magno
Malva
“Primeiro Deus criou/ Céu terra e o mar/ Fez os sonhos tão
bonitos/ Pra sonhar”
Também Shirley Carvalhaes, Eliane Silva, Jorge
Jonas, Keyla Miranda, Dalvinha, Sandrinha entre outros.
Samuel:
- Hei! Samuel... vamos contar agora nossa
história na roça?
Daniel:
- Vamos lá Samuel, Vamos contar. O pessoal
quer saber e nós vamos contar agora. Bom gente, pra quem não sabe nós
somos irmãos biológicos.
- Nosso nome é Daniel e Samuel mesmo.
-
Daniel e Samuel mesmo! É verdade. Nós nascemos numa família de 14
irmãos... a coisa não era fácil não, imagina 14 irmãos hein Samuel...
-
Rapaz! Era tanta gente que vou falar a verdade: era tanto menino que meu
pai só contava na hora do almoço! (risos)
- É verdade. 3 já dormem no
Senhor, somos 11 vivos, com muito amor a gente tem prazer em falar isso,
nossa mamãe é Francisca Bandeira.
- Pensa numa família pobre, aí depois
você multiplica e soma a nossa! (risos)
- A verdade é o seguinte gente:
se encomendassem uma família de pobre e mandassem a nossa, a nossa passava
da encomenda... (risos)
- Daniel, você lembra que a gente não tinha
roupa direito... a gente era conhecido como “a família do uniforme”: minha
mãe comprava um pano só e fazia uma roupa para as minhas irmãs todas. O
Daniel tinha uma calça de tergal que era a paixão da vida dele... já tinha
uns 16 anos e tinha essa calça... a calça tinha mais remendo... hoje você
não gosta de calça remendada?
- Mas não uso de jeito nenhuma, Deus me
livre...
- Tá traumatizado... e eu, a minha primeira calça cumprida que
vesti na minha vida...
- Rapaz! Eu me lembro, a costura dela era de
lado.
- Não tinha bolso nem na frente nem atrás e era vermelha (risos)
ô trem feio danado viu sô!.. eu ia pra igreja ficava “doidinho” pra que
chegasse domingo pra ir na igreja com aquela calça... outra coisa que
lembro também foi uma vez que minha mãe comprou um tênis pra mim, já tinha
uns 12 ou 13 anos, a coisa mais bonita que eu achava no mundo era andar e
olhar pro meu rastro achava bonito demais o rastro no chão, era muito
lindo... (risos)
- Lembrei de uma época, não sei o que você foi fazer,
teve que fazer um penteado uma escovinha no cabelo...
- Foi um amigo
nosso que fez uma escovinha no meu cabelo, primeira vez que fez escovinha,
achei bonito demais com aquela escovinha, fique tão encabulado que não
dormi pra não estragar a escovinha porque tinha que ir pra escola no outro
dia! (risos)
- O negócio era desse jeito... o trem não era fácil
não.
- Outra coisa que lembro demais da gente naquela dificuldade, se
lembra daquela doideira que prendemos um boi no curral? Você pegou um
paletó vermelho que o par tinha...
- Rapaz... esse Samuel aqui e um
amigo da gente, tempo de infância que nós morávamos na roça, na fazenda do
pessoal. Nós conseguimos prender um boi bravo e aí peguei um paletó do
papai – único paletó que ele tinha de pregar na igreja – era um paletó
vermelho, peguei e levei lá no curral, a gente balançava aquele paletó na
frente do boi e subia numa árvore que tinha um galho por cima do curral.
Naquela brincadeira toda não vi a hora que caí e não vi a hora que subi de
novo. Mas aí gente o paletó caiu, o boi pegou e rasgou tudo... arrebentou
a cerca, a cancela e não teve jeito... papai depois procurou “cadê aquele
paletó Xica” mamãe disse “o seu Zé, não sei onde tá aquele paletó não”.
Até hoje ninguém sabe o rumo... o interessante é o seguinte: a época que a
gente usava mais camiseta nova era tempo de política. O pastor da igreja
que a gente congregava lá reunia o povo e dizia ”irmãos, tal dia vai ser o
dia dos políticos virem aqui na igreja apresentarem seus projetos. Tragam
todo mundo, a família, amigos; pra ouvir a proposta”. Papai passava em
muitos comitê e pegava uma camiseta de cada candidato. Novinha,
cheirosinha: cheirando aquela tinta. Papai fazia questão de todos nós
sentar na frente. O pastor preparava cadeira pros candidatos sentar lá. Os
candidatos sentavam e ficavam olhando a gente e nós ouvíamos depois os
comentários deles: “quem será que o irmão Zé João tá apoiando? Porque cada
menino tem uma camiseta” (risos) rapaz... não era fácil não, mas era bom
porque a gente sentia a presença de Deus.
- Mas trabalhar na roça você
tinha preguiça demais.
- Eu tinha o dom de Davi: só levava a comida pro
povo.
- Era nada gente. Daniel conseguiu colocar no coração de minha
mãe uma doença. Ele inventou pra ela que ele era todo doentinho. Quem
sofria na roça eram os outros, eu até que sofri menos porque era o
caçulinha. Quando o pai chamava ele pro serviço minha mãe dizia “não,
tadinho do bichinho, ele é doentinho...” com esse negócio ele ficou mais
forte do que eu!
- Na verdade eu tinha que vender as coisas na
rua. Nós tínhamos uma lavoura muito grande de quiabo. Tinha que vender
abóbora, mamão na rua e olha que vendia, Deus era bom pra nós! A vida da
gente era muita luta, muito trabalho... mas a gente sentia alegria: no
final da tarde a gente pegava o violão ia louvar o Senhor, papai gostava
muito de cantar. Quero aproveitar aqui falar pra vocês, muita gente fica
se perguntando “porque será que Daniel & Samuel tem essa facilidade de
compor?”. Primeiro lugar é um dom de Deus, em segundo lugar porque nós
viemos de uma família de poetas. Mamãe é da família dos Bandeiras.
-
Tem os irmãos dela Pedro Bandeira, Manoel Bandeira, João Bandeira; que são
grandes poetas até hoje escritores. Tem o Manoel Bandeira que é bisavô
nosso avô de nossa mãe. A gente tem essa linhagem só que aproveitamos isso
aí pra engrandecer à Deus fazendo poesias que exaltam o nome do Senhor.
Desde o tempo da roça. Lembra que a gente pensava em fazer sucesso? Nós
andávamos no meio do mato com um pedaço tocando e cantando, o mato pegava
na gente nós fazia de conta que era o público pegando em nós!
- Uma das
cenas que me lembro é que a gente ficava olhando aquelas pecinhas de
dentro do rádio imaginando que era nós que estávamos lá dentro! A gente ia
pro mato sonhando com aquela multidão de gente, cantava, era uma benção!
Papai, hoje dorme no Senhor, ele tinha prazer de ver a gente cantar na
igreja, apesar que Samuel cantava solo e eu solo também, formamos a dupla
Daniel & Samuel depois de adultos porque isso já era um plano de Deus:
nós nascemos num lar evangélico, passamos um tempo na igreja e saímos um
tempo fora; vou contar resumidamente, e tivemos um grande prejuízo com
isso. Quero dizer pra você que está na presença do Senhor, crente
abençoado... não saia... permaneça firme... Samuel gravou dois discos
sertanejos.
- É verdade. Fiz parte da dupla Ivan e Evandro mas hoje
estamos aí louvando à Deus, graças à Deus!
- Voltei, ele também. Toda
vida papai pra gente ter dignidade e ser batalhador pela vida.
-
Lembrei de mais uma história nossa que o “trem” mais difícil na vida era a
gente comer um pedaço de bolo, né? Quando era final de ano a gente ia pra
igreja, aí sentava eu, o Daniel, a Laodicéia, a Edinéia que somos os mais
novos... a gente sentava no banco da frente e ficava o culto todo olhando
pro bolo que ia partir meia-noite. Quando um cochilava um dava um cutucão
“ó... a hora do bolo tá chegando...”. Quando partia o bolo meia-noite, meu
Deus do céu! Era a melhor coisa que tinha... Nós ia embora na maior
alegria.
- Por falar em ir embora, era longe gente! Papai mudava muito
de uma cidade pra outra e não tinha esse negócio de morar em centro de
cidade não! Eram os bairros mãos longe: saía aquele tanto de menino à pé,
aquilo era uma alegria...
- De vez em quando tinha um irmão que levava
nós numa Rural dele lembro até hoje, tadinho de nós... fico assim sorrindo
porque quando levava a gente de carro nós ficava rindo dentro do carro...
na maior alegria olhando pro outro dando risada. Quando chegava em casa o
pai precisava brigar porque a gente não parava de rir um olhando pro outro
dizendo “andei de carro! Andei de carro!”. A noite inteira...
- não era
fácil, mas essas dificuldades a gente vence com Jesus. Pode faltar tudo,
só não pode faltar
Jesus!